quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Acordo ortográfico ainda desperta polêmica no exterior

O acordo ortográfico entrou em vigor no Brasil no início do ano, sem muito alarde e sem muita discussão, antes de qualquer outro país lusófono. Mas a reforma ainda gera polêmica em outros países de língua portuguesa.

Em Portugal, um manifesto digital "em defesa da língua portuguesa, contra o acordo ortográfico" já reuniu quase 100 mil assinaturas e foi discutido em uma audiência com o presidente Cavaco Silva.

Mas mesmo com um movimento contrário à adoção da reforma que uniformiza a escrita nos oito países de língua portuguesa, as mudanças na ortografia devem começar a ser implementadas ainda este ano em Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Moçambique, Guiné-Bissau, Angola e Timor-Leste ainda não ratificaram o texto.

A BBC Brasil decidiu investigar como o acordo ortográfico, que ganhou o pontapé inicial no Brasil, está sendo visto nos outros países envolvidos, além de discutir o impacto das mudanças e analisar que outros fatores influenciam a evolução da língua.

Nos próximos dias, publicaremos um especial multimídia sobre o assunto, começando nesta quarta-feira com um vídeo sobre o segundo idioma oficial de Portugal: o mirandês. A língua pouco conhecida ganhou status e venceu importantes batalhas nos últimos anos, mas seu futuro ainda é incerto.

No domingo, dia 1º de março, às 13 horas, a rádio CBN vai apresentar um Panorama BBC especial sobre o acordo ortográfico, gravado na Biblioteca Nacional, em Lisboa, que conta com comentários enviados por leitores do nosso site e com a participação do linguista Malaca Casteleiro, que trabalhou na elaboração do acordo representando Portugal; da professora da Universidade de Lisboa Maria Alzira Seixo, uma das signatárias da petição contra a reforma; do escritor angolano José Eduardo Agualusa e da diretora da Associação Nacional de Editores de Livros do Brasil, Sonia Machado.

Na semana seguinte, será a vez dos jovens de países lusófonos discutirem as mudanças na escrita do português e como eles serão afetados.

Fonte: BBC Brasil - de 24/02/2009

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Americano de 9 anos lança guia com dicas para conquistar garotas
Iain Mackenzie

dos Estados Unidos para a BBC



Alec Greven afirma que não existem mulheres em sua vida, exceto sua mãe

Um estudante americano de nove anos de idade lançou um guia com dicas para conquistar garotas que já está na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times.


Alec Greven, do Estado do Colorado, diz que a ideia de escrever o livro, intitulado How to Talk to Girls ("Como Conversar Com Garotas", em tradução livre), começou como um projeto para a escola.

"Eu apenas observava no parquinho (da escola) como os meninos faziam besteira e os erros que eles cometiam", diz Greven.

"Muitos meninos tinham conversas erradas ou não conseguiam se recuperar quando uma garota os dispensava."

Interesse

Greven acredita que demonstrar interesse é a chave para o coração de uma garota.


"Seu objetivo é ter certeza de que ela fale a maior parte do tempo, então você não fará besteira", diz.

No livro, Greven sugere que os homens encontrem um modelo para seguir o comportamento. E adverte que não é uma boa escolha tentar conseguir uma garota muito cobiçada.

"A melhor escolha para a maioria dos garotos é uma garota comum. Lembre que algumas garotas bonitas são insensíveis quando se trata de meninos", diz.

Técnica

A BBC convidou Greven a demonstrar sua técnica de conversa com Kristina Sorge, de 22 anos, da Califórnia.

"Você viu, hum..., aquele episódio de Guerra nas Estrelas, ou algo assim?", perguntou Greven.

"Eu sei, já vi todos os filmes Guerras nas Estrelas. Os velhos e os novos", respondeu Kristina.

Greven já planeja outros guias para ajudar em relacionamentos

"Você já viu o filme do Indiana Jones?", retoma Greven.
"Vi o (filme) velho.", responde Kristina.
"É muito bom." Depois de um começo forte, falando de cinema, Greven diminui o ritmo da conversa.
"Se eu fosse mais velho, talvez eu perguntasse: você quer ir para algum lugar?", disse.
"Acho que ele foi muito bem. Os conselhos são ótimos. Ele só precisa crescer uns dez anos", avaliou Kristina.

Rompimentos
O jovem escritor também oferece conselhos para quando os relacionamentos fracassam.


"Você diz algo como: 'Acho que isto não vai dar certo, mas você gostaria de ser minha amiga?'"

E para quando o dispensado é o menino, Greven é mais objetivo.

"Eu digo: a vida é difícil, supere. E se você não consegue superar, está perdido."

Apesar de seu novo status de guru do amor mirim, Greven afirma que não existem mulheres em sua vida, exceto sua mãe.

"Sou um pouco jovem para encontros e tudo o mais", diz.

Greven já está trabalhando em vários outros guias, entre eles How to Talk to Moms ("Como Conversar com Mães"), How to Talk to Dads ("Como Conversar com Pais "), e How to Talk to Grandparents ("Como Conversar com Avós", em tradução livre).


HÍFEN ( - ) :

Não use em:

-> GIRASSOL
-> MADRESSILVA
-> MANDACHUVA
-> PONTAPÉ
-> PARAQUEDAS
-> PARAQUEDISTA


Use em:

TIO-AVÔ
MÉDICO-CIRURGIÃO
ARCO-ÍRIS
TENENTE-CORONEL
AMOR-PERFEITO
GUARDA-NOTURNO
MATO-GROSSENSE
NORTE-AMERICANO
PORTO-ALEGRENSE
SUL-AFRICANO
AZUL-ESCURO
PRIMEIRO-MINISTRO
SEGUNDA-FEIRA
CONTA-GOTAS
GUARDA-CHUVA

Use:
Em palavras compostas que designam espécies botânicas ou zoológicas:

ERVA-DOCE
COUVE-FLOR
ANDORINHA-DO-MAR
COBRA-D'ÁGUA
FORMIGA-BRANCA
BEM-TE-VI
LESMA-DE-CONCHINHA
;-)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Mudança no Acordo Ortográfico:

Acento Diferencial, como diz o nome, é para diferenciar.

O verbo PÔR continua com o acento que o diferencia da preposição POR.

-> Maria conseguiu uma flor vermelha para PÔR em seu cabelo. (verbo PÔR)


-> João suspirou POR Maria. (preposição POR)

Já o verbo PARAR perdeu o acento que o diferenciava da preposição PARA.

Antes era assim:

- PÁRA de falar, por favor! (verbo PARAR)
- A obra ficcional de Machado de Assis tendia PARA o Romanismo em sua primeira fase. (preposição PARA)

Agora ficou assim:

- PARA de falar, por favor! (verbo parar)

- A obra ficcional de Machado de Assis tendia PARA o Romanismo em sua primeira fase. (preposição PARA)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"No Brasil, os professores abusam da decoreba e os alunos absorvem as informações por fé - e não porque foram convencidos pela razão" Ernesto Schiefelbein - doutor em educação pela Universidade de Harvard e ministro da Educação do Chile em 1994 (em entrevista à revista Veja).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Canalha!
O prazer de ser diferente

Encomendei o Canalha! na livraria Eureka (Rio Claro/SP) e esperei com ansiedade sua chegada. Quando me ligaram dizendo que a obra estava disponível, na mesma tarde fui buscar. Para comemorar, um drink de frutas da estação feito pelo amigo *Bentinho do antigo Café Capitu. O Café ainda existe, mas agora sem Bentinho, então já não é o mesmo Café.

Fabrício Carpinejar é o autor de Canalha!, uma obra de extrema sensibilidade que passou cerca de seis meses colada comigo. Se eu estivesse em algum lugar, lá estaria também o Canalha! esquentando meus pensamentos.

Com tanta paixão disponível, usufruída, grifada, citada letra a letra, lembrei do poder virtual do contato e resolvi conversar com o autor, Fabrício Carpinejar, ou Fabro – como ele se denomina. E não é que, como quase todo escritor, ele respondeu!? Sim, respondeu. O resultado disso é uma entrevista gostosa com as palavras e os pensamentos dele.

Fabrício Carpinejar é poeta, jornalista, e pai.
Uma curiosidade que vale a pena ter!

Junto com a entrevista feita por e-mail, com perguntas livres e aleatórias, recebi três fotos; em uma delas ele está de sunga. E então descobri que eu tenho uma tanga igual à sunga do Carpinejar.

Ele também tem medo, como eu, de morrer atropelado.
Seja lá como for, um dia na vida vamos morrer contrariados.



Divirtam-se! Aprendam com ele.



Parte I - Nascer e existir


Você prefere a noite ou o dia? Para quê cada um?
Manhã e noite para escrever.
Manhã porque estou tão disposto que posso me dominar.
Noite porque estou tão cansado que não vou mentir.

Acredita em astrologia?
Somente o suficiente para não desacreditá-la.

Em que horas você nasceu? Com qual peso e tamanho?
Às 14h do dia 23 de outubro de 1972, no Hospital Pompéia, em Caxias do Sul (RS).
Desconheço o peso e tamanho, acho que meu nascimento não mereceu anúncio em jornal.

Sua mãe chegou a lhe contar como foi seu parto? Como foi seu parto?
Normal. Mas fiz um longo ensaio no dia 21 de outubro. A mãe foi para o hospital, convicta do nascimento. Era seu terceiro filho. E as pontadas e o trabalho de parto ficaram adiadas. Nasci treinado. Fiz minha mãe arrumar a mala duas vezes.

Cor e clima que fazem bem para seu humor?
Praia, mar e a brisa debaixo de árvores.

Bebida que não pode faltar?
Jack Daniel's

Situação para sentir: "posso morrer agora que morro feliz"?
Nascimento de Vicente e Mariana. Mas é na maior alegria que renovamos o pacto de viver. Morrer é desistência, vou morrer contrariado.

Medo de algum tipo de morte?
Atropelado.

Carinho indispensável?
Adoro raspar a barba pelos seios. Adoro quando a boca e mão andam juntas, em sincronia.

Curiosidade: qual o número do seu sapato?
40

Qual a vantagem de uma pessoa ser considerada mais inteligente do que bonita? E vice-versa?
Não há vantagem, desse jeito é compensação.
Acredito que inteligência é beleza.

Por que as pessoas se dizem tão desinteressadas em manter um relacionamento estável?
Pelo medo tremendo de depender de alguém. As pessoas sofrem a perda antecipadamente e deixam de se entregar.

O amor está fora de moda?
O amor não é negócio.

Acredita em Deus? Tem religião?
Sim, sou católico. Meu santo padroeiro é Francisco de Assis.

Time de futebol?
Internacional. Fanático.

Pintar as unhas para não lavar a louça: essa tática ainda funciona com sua esposa mesmo depois de declarada na mídia? O que seu filho acha de ver você com as unhas pintadas de preto?
Eu estou separado, agora pinto as unhas para sempre lembrar que minha mulher foi decisiva para amadurecer e entender os outros. Meu filho curte, ele me defende. Não será preconceituoso. Temos movimentos de regente, conversamos com as sobrancelhas.

Qual a sensação de ser pai? E de ser filho depois de ser pai?
Ser pai é finalmente aceitar a intuição.
Ser filho depois de pai é entender que os conselhos não foram ordens.




Quantas horas de sono você necessita por dia?
Cinco horas. Acordar é sempre melhor do que meus sonhos.

Como são seus sonhos enquanto dorme? Algum que tenha marcado a memória?
Na adolescência, sonhei que subia uma escada de anjos. Faltavam alguns degraus, estou esperando o conserto até hoje.


Parte II - Ser escritor e escrever

Autores e autoras preferidas? Quem influenciou você na escrita?
Machado de Assis pelo humor.
Lezama Lima pela imagens.
Cesare Pavese pela melancolia.
Manuel Bandeira pela malícia e simplicidade.
Drummond pela timidez ofensiva.
Clarice Lispector pela investigação do sentimento.
Goethe pelo pensamento organizado.
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Quantos livros você tem publicado? Qual deles foi mais "dolorido" de escrever?
13 livros. O mais dolorido: "Um terno de pássaros ao sul", que abriu minha sensibilidade, rompi os diques e os pudores, deixei a memória falar pela primeira vez sem interrompê-la.

Um livro que todos deveriam ler e por quê?
Vida, Modo de Usar, de George Perec, para reparar mais nos vizinhos.

Qual a dor e a delícia de ser escritor?
Eu danço com os lábios, caminho com as mãos, deito no próprio rosto.
Escrever é alumbramento, não se acostumar com a infância.

Como você definiria o seu lado jornalista?
Teimoso, vou procurar sempre o ângulo menos conhecido de um fato.

Para quais veículos você escreve atualmente?
O Estado de S.Paulo, revista Crescer e faço uma página na Caras. Colaboro com a rádio Itapema a partir de comentários culturais e realizo entrevista com escritores na Rádio Unisinos.

Alguma matéria ou personagem que tenha mudado seu modo de ver a vida e o mundo?
Sérgio Farina, professor de São Leopoldo. Ele não era um homem, mas uma fruteira de frases.
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Você está a par das mudanças da nossa gramática? Alguma delas incomoda você enquanto escreve?
Não colocar mais o hífen em alguns vocábulos, demorei tanto para decorar as exceções.

Que tipo de erro que você mais abomina em um texto?
Arrogância.

Com a Internet, o vocabulário de muita gente está empobrecendo. Você pensa que isso tem conserto ou que está tudo perdido?
Nunca escrevemos tanto. A leitura é que enriquece o vocabulário, além de possibilitar uma maior concentração depois na conversa.

Após o reconhecimento do público, quem mais assedia você? Escritores? Poetas? Mulheres? Homens? Jornalistas?
Mulheres. Recebo um grande volume de correspondência feminina sobre as questões amorosas.
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Parte III - Canalha!

Quantos exemplares foram publicados?
Está na 2ª edição, cada tiragem com mais de 3 mil exemplares.
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Quem está na capa do livro Canalha! ?
Não revelo. Mas é parecido comigo, não?

Qual a idéia você pensou em passar com a capa? "Me joga na parede e me chama de lagartixa"?
Eu já sou a parede.

Por que Xico Sá foi o escolhido para a orelha do livro Canalha! ?
Ele é um canalha legítimo, como as havaianas.

Quais crônicas publicadas em Canalha! trazem mais orgulho para o escritor Carpinejar?
Tampinhas do leite.
Uma ode ao casamento.

Como foi o feedback da publicação? Você sentiu o mesmo estardalhaço em relação aos outros livros?
Foi explosivo, acho que toquei na crise heterossexual. Homem não entende bem qual é hoje o seu lugar - está conhecendo de perto a incerteza e com grandes possibilidades de se reinventar mais arejado, viril e emotivo.

Quem você percebe ser o público leitor de Canalha! ?
Todos. Não seleciono os amigos. Eu não me protejo para conhecer, conheço para amar.

Parte IV- PING-PONG - pá-pum!

Cinema: Tarkovski
Televisão: Sportv
Música: Tom Waits
Livro: Divina Comédia, Dante
Mulher: Emily Dickinson
Homem: John Malkovich
Cantada: Sem lugares comuns
Sexo: Pensar é aperfeiçoar o desejo.
Gafe: Esquecer nome das tias.
Família: Tudo o que aprendi.
Casamento: Tudo o que guardei.
Amor: Tudo de tudo.
Milagre: Dormir até o meio-dia.
Depressão: Só tristeza passageira.
Euforia: Por uma palavra nova.
Pele: Dormir de conchinha.
Perfume: Bulgari
Água: Guarapari
Natureza: Serra gaúcha
Cidade: Porto Alegre
Viagem: Lisboa
Desejo: Nunca terminar de começar.
Raiva: Melhor do que ódio.
Perdão: Excitante.
Deus: Abraço o vento.
Diversão: Jantar com os amigos.


Uma frase para os leitores do blog:
A esperança não é discreta.



Fabrício Carpinejar


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Mudanças em 2009:

2009 é o Ano da Reforma Ortográfica.

Em casos como AUTOESTIMA o hífen cai.
A sua é que não pode cair.

Em algumas palavras, o acento desaparece, como em FEIURA.
Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.

O acento também cai em IDEIA, só que dela a gente precisa.
E muito!

O trema sumiu em todas as palavras, como em INCONSEQUÊNCIA, que também poderia sumir do mapa. Assim, a gente ia viver com mais TRANQUILIDADE.

Mas nem tudo vai mudar.

ABRAÇO continua igual.
E quanto mais apertado, melhor.

AMIZADE ainda é com "Z", como VIZINHO, FUTEBOLZINHO, BARZINHO.

Expressões como "EU TE AMO" continuam precisando de ponto.
Se for de exclamação, é PAIXÃO, que continua com "X", como ABACAXI, que gostando ou não, a gente ainda vai ter alguns para descascar.

SOLITÁRIO ainda tem acento, como SOLIDÁRIO, que muda só uma letra, mas faz uma enorme diferença.

CONSCIÊNCIA ainda é com SC, como SANTA CATARINA, que precisa tocar a VIDA para frente.

E por falar em VIDA, bom... essa muda o tempo todo, e é por isso que emociona tanto!!!


/:.)
A quem enviou o texto por e-mail, muito obrigada!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O que você pensa sobre isso?

06/02/2009 - 21h05

Juiz sugere diminuir peso político de eleitores analfabetos
FELIPE BÄCHTOLD da Agência Folha

Revoltado com o sistema eleitoral brasileiro, um juiz de Goiás, em plena sentença sobre a cassação de um prefeito, deu sugestões para melhorias no modelo político do país, incluindo uma fórmula para diminuir o peso político de eleitores com baixa escolaridade nas eleições. Também defendeu na sentença a proibição de políticos sem estudo de se candidatar a cargos públicos.

O juiz eleitoral Mateus Milhomem de Sousa, 37, da cidade de Aurilândia (156 km de Goiânia), diz que sua proposta não é discriminatória e que, se implantada, ajudaria a melhorar a qualificação dos políticos.

"Os candidatos a serem escolhidos não mais seriam aqueles que tivessem mais votos, mas sim os que tivessem mais pontos", sugeriu ele na sentença. "Os pontos seriam divididos da seguinte forma: eleitor analfabeto (um ponto), com primeiro grau completo (dois pontos)." A sequência segue, passando por ensino superior e especialização, até "mestrado (seis pontos) e doutorado (sete pontos)".

No documento judicial, ele reconhece que "os mais jovens podem ser prejudicados". O processo se referia a um pedido de cassação do prefeito de Palminópolis, João Adélcio Alves (PSDB), acusado de compra de votos. O político foi absolvido.

Na sentença, ele também propõe a proibição de candidatos "sem o mínimo de estudo e bagagem cultural" de concorrer a cargos públicos. "Se o Estado é também uma empresa, e estas nunca contratam pessoas sem qualificação, por que o povo também o deveria fazer?"

Questionado pela Folha, Sousa preferiu não opinar sobre o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ter curso superior. "Isso é uma sugestão que eu coloquei. Quem tiver melhores sugestões, ótimo. O que não pode é aceitar as coisas do jeito que estão", disse.

O juiz conta que a ideia da pontuação a eleitores surgiu de um "desafio" a que se propôs de pensar em soluções para o país e que a intenção era "lançar um debate jurídico".

"O eleitor que não tem educação sólida, que é a maioria esmagadora do Brasil, a análise que ele faz é muito superficial, baseada no que vai receber imediatamente", disse.

Para Sousa, a pontuação seria benéfica porque estimularia o eleitor a estudar e a exigir mais do governo.


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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

E a Secretaria de Cultura espera, espera, espera...

Acabo de chegar da biblioteca e fiquei imensamente feliz com o que vi: várias crianças e adolescentes freqüentando o local, e estudando. Enquanto devolvia livros e revistas, puxei papo com a funcionária que me atendeu. Ela contou que trabalha na biblioteca do Profª Maria Victoria Alem Jorge (dentro do Centro Cultural Roberto Palmari) há mais de cinco anos, e pela primeira vez presencia o trabalho de um bibliotecário, que prestou concurso público para estar ali. Há um mês ele trabalha na biblioteca que tem 80 mil exemplares disponíveis para a população de Rio Claro, interior de São Paulo. O atendimento? Todo feito a mão. Tudinho! A maior vontade empolgada dos funcionários – e principalmente do bibliotecário – é ver o projeto de informatização, que está “há pelo menos cinco anos” parado na Prefeitura, ser aprovado. O prefeito agora é outro, o poder (“enfim!” na opinião da maioria da população) mudou de mãos. E será que algo acontece? “Nós recebemos sucata da Secretaria da Educação, até chegou um computador aqui, mas no meio do trabalho ele pifou. Sei que outras Secretarias têm prioridade, como a da Saúde, mas imagine poder catalogar tudo, atender por Internet, deixar tudo organizado? Estar mais disponível? Biblioteca também é educação!”. Eu sei, eu imagino! Os funcionários também. “Mas avisei ao bibliotecário que não tenha grandes esperanças; apesar da leitura, da cultura, de tudo isso aqui fazer parte da Educação das pessoas da cidade, sei que estamos, como parte da Secretaria da Cultura, em último lugar para receber melhorias”.

Tentamos fazer algumas contas, sonhar alto ali no balcão, e chegamos à utópica conclusão de que 15 mil reais resolveria o assunto. Seria isso um valor tão alto assim que não pudesse ser investido?!?

Agradeço a atenção e caminho pela chuva, em plena paciência.

http://youtube.com/watch?v=sXmWAOIWg3w

;-)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Tentar pode dar certo!

Há quem não goste de ler como há quem não goste de se exercitar. Cada um faz o que quer ou o que pode da própria vida, mas todos sabemos o quão necessário são essas duas atividades para o cotidiano: exercício mental e físico.

"Quem quer faz, quem não quer arranja uma desculpa" e, para não ler ou para não fazer exercícios físicos, as desculpas são muitas. “Não tenho tempo”. “Meu bairro é perigoso para caminhar”. “Não tenho paciência”. “Não tenho dinheiro para comprar livros”. “Não posso pagar uma academia”. “Estava chovendo”. "Está muito calor".


Sabe-se que no Brasil, um país de 190 milhões de habitantes, a média de leitura é de 2,5 livros por pessoa. Se eu tenho lido em média dois livros por semana, onde estão os outros leitores?

Para quem tem vontade mudar a situação física e mental na qual se encaixa, começar devagar pode ser uma idéia produtiva. Eu, que sou rata de livraria, com essa tal crise parei de comprá-los e descobri as BIBLIOTECAS. Uma delas, em Rio Claro, fica ao lado do Lago Azul, onde há espaço para caminhadas e exercícios.

Com o RG em mãos e três reais, você faz sua carteirinha na hora fica à vontade para se esbaldar nos muitos exemplares disponíveis na Biblioteca Municipal do Centro Cultural Roberto Palmari. São livros de todos os temas (português, inglês, francês, italiano, física, matemática, auto-ajuda, literatura, e também revistas). E ainda pode comprar frutas e verduras na barraquinha bem em frente ao Lago.

Mente e corpo saudáveis.
Difícil começar? Tente!




Saiba mais:

Biblioteca Pública Municipal – Centro Cultural Roberto Palmari
Rua 2, 2880 – Lago Azul – Tel.: 3522 8000
Horário de atendimento: 2ª a 6ª das 8h às 18h e de sábado das 8h às 12h.

Biblioteca Pública Municipal – Lenyra de Camargo Fracarolli
Avenida 4, 4527 – Centro – Tel.: 3532 4077
Horário de atendimento: 2ª a 6ª das 8h às 19h e de sábado das 9h às 13h.

Biblioteca Infanto Juvenil Zeverina Quilice Tedesco
Rua M-15, 411 – Cervezão – Tel.: 3532 1947
Horário de atendimento: 2ª a 6ª das 8h às 11h / das 13h às 18h e de sábado das 8h às 12h.